terça-feira, 24 de novembro de 2009

Perda I


Que pena!
Acordei sem ternura
Sem espaço
Nem para teu abraço
Transformado em laço frouxo
Solto ao vento
Que pela janela entrou

Que pena!
A menina que fui
Ficou presa ao sonho
Desfeito em mil pedaços
Nem restaram afagos
Ou marcas coloridas
No corpo que acordou

Que pena!
O dia amanheceu cinza sem o teu amor.

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