quinta-feira, 25 de março de 2010

A serpente


Ela é bela. Esgueira-se por entre as folhas secas, ardilosa, misturando-se a elas. Arrasta-se dolente à espera da presa. Não tem pressa. Sabe que ela virá. Espreita apenas.
Aguarda tranquila a desprevenida, a distraída, que dará o passo em falso sem vê-la, imersa em seus sonhos.
Ah...o barulho das folhas secas escondendo o silvo mortal.
Atenta, apenas espera os pés descalços atraídos para o bote certeiro.

No silêncio do quarto, tua foto me sorri. Quase ouço um leve sibilar...

domingo, 21 de março de 2010



ahh...
O poema que dói não sai
fica incrustrado nas reentrâncias
dessa dor que se esconde
nos desvãos
da alma
que teima e teima
e teima em amar 

Ilustração: Munch

terça-feira, 2 de março de 2010

Classificados VII

Procura-se uma utopia para viver. Perdi as que me davam alma, tornando-me um zumbi na escuridão da noite...