Chora São Paulo
Lágrimas caem
num pranto convulsivo
pelas ruas molhadas
Desaguam em enxurradas
correndo pelas sarjetas
em direção aos bueiros
O nó da garganta é grande
desfaz-se convulsivo
lamacento
espalhando-se pelo asfalto
até transformar-se em enchente
Chove em São Paulo
O espelho das águas
Reflete a tristeza
da cidade.

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