segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Para o Alvaro




 Caminho com teus olhos
Serenos, levam - me a campos
Nunca vistos
Mostram-me as verrugas da terra
Plantadas aqui e ali por cupins

Caminho com teus olhos
Apontam-me o vôo da borboleta
Risco colorido no ar
Hortas e pomares dispersos
No meio de pastagens sem fim

Caminho com teus olhos
Tristes, percorrem o cinza
Das fábricas ao longe
Passando-me o ar – dor
De tanta poluição

Caminho com teus olhos
Ao longo do riacho
A dança das águas
Reflete em teu olhar
Meu caminhar feliz.


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