terça-feira, 24 de abril de 2012

de desertos...

Em meu deserto afetivo
há um vulto distante
que mais parece miragem
ao sol a pino do dia
ou em noites de mil estrelas
com o luar a espiar

Em meu deserto afetivo
tempestades de areia
enfrento
sigo por dunas profundas
desfaleço
pés descalços dormentes
levanto
sentindo no rosto o talho
que o vento cortante me traz

Em meu deserto afetivo
sempre a figura de um homem
me força a andar
acena tranquilo ao longe
com seu oásis  de águas claras
e palmeiras verdes
onde me aguardará.

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