quarta-feira, 28 de maio de 2014

Facebook

Ultimamente, tenho visto o facebook como vejo TV. Vou zapeando... zapeando... procurando o que me agrada, passando pelo que também acho bobagem em páginas de amigos ou naquelas que vou descobrindo, blogs e pessoas que sigo,  propagandas que aparecem.. zapeando... zapeando... E o que vejo?
Leio aquela poesia linda e links de poetas mais lindos ainda, que alguns amigos teimam em postar, quem sabe na vã esperança de que as pessoas entendam mais de poesia. E sempre vejo as poesias e textos de amigos, que, não sendo nenhum Fernando Pessoa, sabem manejar as palavras e exprimir seus sentimentos.
Sorrio rapidamente quando vejo charges de humor criativo, frases soltas de Millôr ou do Barão de Itararé, que aparecem vez ou outra, chargistas mais recentes, que sabem o valor da crítica bem humorada.
Clico nas músicas  postadas por pessoas que têm um gosto musical apurado e continuo zapeando ao som das mesmas.
Curto as fotos de pessoas tão queridas, de paisagens nunca vistas, de arte tão esquecida em minha mente.
Converso com amigos distantes, em que o contato é por  aqui, difícil encontrá-los pessoalmente, ou, mesmo com os próximos, porque, esses, sempre temos assunto a colocar em dia. 
Vejo o que tem na agenda de São Paulo para ir, os eventos para os quais sou convidada, ou que o face acha que me interessam. 
Fico pasma com os posts que destilam ódio, irritada com mentiras deslavadas que incautos vão transmitindo sem ter noção do mal que isso traz, e observo o tanto que ninguém lê quase nada, como se compartilhar slogans, bastasse para mudar o mundo.
Dependendo do humor, brinco, respondo aos amigos defensores de animais e vegans, ou penso, confesso, mas que coisa doida é esse endeusamento de animais, vida saudável e companhia.
Leio os artigos da esquerda, da direita, os que me convencem, compartilho, os que gosto, curto, e os que acho maléficos, ignoro ou denuncio.
Agora, me perdoem. Poderia ficar aqui escrevendo mais e mais  do que vejo, afinal, dizem que o face é também um lugar em que gostamos de escrever sobre nós mesmos, e ainda mais sendo uma internauta antiga, esse vício, tenho desde o século passado. Preciso mesmo é trabalhar!!!!
Mais tarde continuo... zapeando...zapeando... zapeando... refletindo,  procurando entender esse mundo em que vivo.


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